Evidência Científica Sobre o Intestino Poroso

Intestino Poroso…mito ou realidade?

admin Charlatanice, Esclerose Múltipla, Geral, Glúten, Intestino Poroso, Leite Leave a Comment

Neste artigo vamos abordar o polémico “intestino poroso”…e começamos a abrir com um spoiler: o intestino poroso ou síndrome do intestino poroso é uma entidade real…pasmem-se.

No entanto, como tudo na vida, a história é mais complicada do que parece. E os charlatões andam por aí para pegarem nestas controvérsias e jogarem com elas a seu favor. Aproveitarem o vazio do conhecimento e preenchê-lo com absurdidades.

O que diz o “Dr.” Pinto Coelho sobre o intestino poroso?

Segundo mais uma presença no programa degredo “Agora Nós”, Pinto Coelho responde à seguinte questão:

“Li o livro do Dr. Manuel Pinto Coelho e descobri que o remédio para todas as doenças auto-imunes está na cura do intestino. Como é que se faz?”

Pinto Coelho inicia a sua intervenção com as divagações habituais sobre Hipócrates, que dizia que todas as doenças começavam no intestino e o alimento seria o nosso principal remédio…a insistência típica na falácia da autoridade que já nos habituou.

Depois refere que algumas coisas que comemos “esburacam o intestino e deixam passar para o sangue coisas que lá nunca deviam estar. O clássico intestino poroso“… A utilização da palavra “clássico” é estranha, dando a sensação que esta patologia está estabelecida, amplamente conhecida, a sua história natural e tratamento solidificados…”mesmos colegas meus ainda não perceberam esta realidade“…médicos burrinhos…médicos burrinhos.

Aconselha de seguida a lavagem ao cólon como tratamento…simples. Como é que os médicos a sério nunca se lembraram disto?

Segundo o “Excelentíssimo Professor”, todas as doenças auto-imunes têm esta lógica por trás: O glúten, gliadina e caseínaatacam a parede do intestino“, existe a passagem de uma série de partículas para o sangue que cria um reação de corpo estranho que leva ao aparecimento da doença. “Antes de tratar qualquer doença auto-imune, o primeiro passo é tratar o intestino.

De seguida divaga sobre a importância do intestino e lança o “facto alternativo” de que tem mais neurónios que o cérebro…O sistema neuronal do intestino (sistema nervoso entérico) terá cerca de 100 milhões de neurónios que é mais do que o número de neurónios presentes no sistema nervoso periférico e espinal medula. No entanto, o cérebro humano terá 86 biliões de neurónios. Possivelmente estes factos não se aplicam ao nosso amigo Pinto Coelho, tendo mais neurónios no intestino…isso explicaria muita coisa.

Vamos explicar sucintamente o que é o glúten, a gliadina e a caseína:

  • Glúten – O glúten é um conjunto de proteínas de armazenamento denominadas prolaminas e glutelinas e armazenadas juntamente com amido no endosperma (que alimenta a planta embrionária durante a germinação) de vários grãos. Encontra-se no trigo, cevada, centeio, aveia, espécies relacionadas e híbridos.
  • A gliadina faz parte do glúten. É o tipo de prolamina que encontramos no trigo e outras plantas do género Triticum. Portanto, dizer que o glúten e a gliadina provocam intestino poroso é o mesmo que dizer que a Coca-Cola e os componentes da Coca-Cola fazem mal à saúde.
  • A caseína é uma das proteínas do leite, sendo uma das proteínas responsáveis pela alergia ao leite.

Portanto, temos aqui a perpetuação do habitual mito do glúten e do leite como promotores de doenças…neste caso, auto-imunes.

Leite e doenças auto-imunes

Já falamos sobre o leite e não se encontra nenhuma evidência científica forte que relacione os lacticínios com as doenças auto-imunes. Eventualmente na diabetes tipo 1, mas como falamos no artigo sobre o veganismo, esta relação é controversa. O leite até pode ser um fator protetor para o aparecimento de diabetes tipo 1. De resto, teoriza-se muito sobre a relação do leite com doenças auto-imunes mas poucas provas sólidas existem.

Glúten e doenças auto-imunes

Sobre o glúten, sabemos sem sombra de dúvida que está relacionada com a doença celíaca, uma doença auto-imune que afeta sobretudo a parte inicial do intestino delgado, em pessoas com predisposição genética. Quem deixa de ingerir glúten fica com a doença controlada.

Além disso, está demonstrado que os doentes celíacos têm maior risco de sofrer de outras doenças auto-imunes:

Em 1999 foi publicado um estudo que demonstrou que, em crianças com doença celíaca, quando maior o tempo de exposição ao glúten (quanto mais tarde era feito o diagnóstico e removido o glúten) maior o risco de sofrer de outras doenças auto-imunes.

No entanto, tal não foi demonstrado na população adulta,em que “a prevalência de doenças auto-imunes em pacientes com diagnóstico de doença celíaca tardia não se correlaciona com a duração da ingestão de glúten. A retirada de glúten não protege os pacientes com diagnóstico tardio de doenças auto-imunes.”

Em 2005 um novo estudo demonstra que os doentes celíacos têm maior prevalência de doenças auto-imunes, mas o tempo de exposição ao glúten não parece ser um fator relevante. Tanto nas crianças como nos adultos.

Em 2008, um estudo retrospectivo demonstra que os doentes com doença celíaca cumpridores e que evitavam ingestão de glúten tinham menos doenças auto-imunes que os doentes que não seguiam a dieta sem glúten de forma adequada.

Resumindo: Doentes com doença celíaca têm maior risco de ter outras doenças auto-imunes. Isto está relacionado com o facto de partilharem uma origem genética semelhante com essas doenças (supõe-se, de acordo com a evidência existente). O tempo de exposição ao glúten não determina o aparecimento de mais ou menos doenças auto-imunes em doentes celíacos. No entanto, o cumprimento da dieta parece ser importante para reduzir o risco de aparecimento de outras doenças auto-imunes.

Outra coisa importante: uma revisão sistemática de 2015 não encontrou relação entre o aumento de risco de ter doença celíaca com a idade de introdução do glúten, nem com a amamentação.

E relativamente ao glúten em pessoas sem doença celíaca?

Uma coisa é termos um doente com doença celíaca estabelecida, em que existe um quadro genético específico. Outra coisa é termos pessoas saudáveis ou com outras doenças auto-imunes que evitam o glúten achando que estão a ajudar ao controlo da doença ou a diminuir o risco de desenvolverem doença.

Supõe-se que a exposição ao glúten possa desempenhar um papel no aparecimento de diabetes tipo I. Supõe-se…nada estabelecido. Ainda estamos no campo dos mecanismos fisiológicos e estudos em animais. Sobre as vantagens de uma dieta sem glúten em doentes com diabetes tipo I, ainda estamos na fase dos estudos piloto, apesar de parecer existir bons resultados no controlo glicémico (mais nada).

Relativamente à esclerose múltipla, deixo as conclusões de um estudo de 2015 sobre aconselhamento nutricional nesta doença:

“So, at first glance, MS does not seem to have any of the characteristics of chronic inflammatory diseases, which could be related to wrong dietary habits and lifestyle, or even to a dysbiotic gut microbiota. There is apparently nothing in an exacerbation of the disease that may be linked to food or the state of the intestinal microbiota.(…) To date, the idea that dietary habits might influence the course of MS is still struggling to establish itself.”

À primeira vista, a esclerose múltipla não parece ter nenhuma das características das doenças inflamatórias crónicas que podem estar relacionadas a hábitos alimentares e estilos de vida errado, ou mesmo a uma alteração da flora intestinal. Aparentemente não existe nada na exacerbação da doença que possa estar ligada aos alimentos ou ao estado da microbiota intestinal. Até o momento, a ideia de que os hábitos alimentares podem influenciar o curso da EM ainda luta para se estabelecer.

Portanto, a evidência científica nesta área não permite estabelecer relações entre dieta e esclerose múltipla, na globalidade.

No caso Lupus Eritematoso Sistémico, uma revisão de aconselhamentos dietéticos e nutricionais de 2012 não aborda uma única vez o leite ou o glúten. Um estudo de 2014 também não aborda estes nutrientes como fatores ambientais que levem ao surgimento de Lupus. Conclui-se que não há evidência de relação nem no aparecimento nem no seu controlo.

Na artrite reumatóide, um artigo de 2012 fez uma revisão da evidência. Apesar de existir alguma evidência que a dieta mediterrânica e vegetariana podem ajudar a controlar os sintomas, a relação mantém-se controversa. Foi também verificado que as dietas de exclusão, retirando alimentos que causem reações alérgicas, podem ajudar a melhorar a doença. Esse alimentos foram principalmente os cereais, seguidos de carne de porco, leite, ovos, certas frutas, amendoim, cordeiro, café e soja. Mais uma vez, é cedo para tirar ilações.

A utilização da chamada dieta elementar, uma dieta líquida que visa oferecer ao corpo todos os nutrientes necessários na forma digerida para minimizar as possíveis reações alérgicas a alimentos, levou a uma melhoria dos sintomas de doentes com artrite reumatóide, postulando a existência de uma relação entre a gravidade da doença e a alimentação.

Uma revisão de 2016 não acrescenta muito a este tema e refere o seguinte:

“Data on gluten and RA symptoms is also scarce; trials of gluten-free diets in RA involved concurrent vegan diets, and thus the effect of the gluten elimination alone cannot be discerned.”

Os dados sobre o glúten e os sintomas de artrite reumatóide (AR) também são escassos; os ensaios de dietas sem glúten na AR envolvem dietas vegetarianas e, portanto, o efeito da eliminação do glúten por si só não pode ser discernido.

No caso das doenças inflamatórias intestinais (Crohn e Colite Ulcerosa), que supostamente seriam as doenças onde os alimentos poderiam ter mais influência, uma revisão de 2014 refere o seguinte:

“Diseases prominently influenced by nutrition comprise Crohn’s disease and ulcerative colitis (UC), generally grouped together as IBD, where the pathologically affected organ is the gut. Nevertheless, the exact role of diet as a risk factor in these conditions is less clear-cut. Numerous foods and food components including dietary milk, carbohydrates, fats, protein, fiber, fruit, and vegetables have been studied as potential aetiological factors in IBD, but the results from the majority of studies have been equivocal and do not yet support any of these macronutrients as causal factors.”

As doenças predominantemente influenciadas pela nutrição compreendem a doença de Crohn e colite ulcerativa (UC), onde o órgão patologicamente afetado é o intestino. No entanto, o papel exato da dieta como fator de risco nessas condições não é claro. Numerosos alimentos e componentes alimentares, incluindo leite, hidratos de carbono, gorduras, proteínas, fibras, frutas e vegetais foram estudados como potenciais fatores etiológicos nestas patologias, mas os resultados da maioria dos estudos foram equívocos e ainda não apoiam nenhum desses macronutrientes como fatores causais.

Resumindo esta brincadeira toda: Não há relação estabelecida entre o leite e o glúten com o aparecimento de doenças auto-imunes. Não há evidência clara que o leite ou o glúten agravem os sintomas das doenças auto-imunes.

As únicas excepções são (1) doença celíaca (2) alergia ao glúten e (3) alergia às proteínas do leite. Nestes casos o glúten e o leite devem ser evitados.

De resto, são especulações não estabelecidas. No entanto, na cabeça do Pinto Coelho esta relação é por demais evidente. Nada que uma lavagem ao intestino não resolva.

Mas afinal o que é o Intestino Poroso?

Como vimos, a especulação levantada pelo Pinto Coelho sobre o glúten, gliadina e caseína não é nada mais do que uma grande mentira alicerçada em treta. A evidência não apoia as afirmações que este senhor faz.

Mas se o intestino poroso existe, então vamos ver o que é.

Vamos pegar num artigo deste ano que é apologista da existência de intestino poroso e da sua importância nas doenças auto-imunes. Depois vamos pegar num artigo de 2016, que avalia esta entidade de uma forma mais concreta, por assim dizer.

Artigo pró-intestino poroso

Segundo os defensores do síndrome do intestino poroso, o nosso intestino funciona como uma barreira que impede a passagem de uma série de substâncias (antigénios) para o organismo. No entanto, essa barreira é muito fraquinha, já que é composta por uma camada de células única, ligadas entre si por junções intercelulares (proteínas que ligam umas células às outras), apoiada por outros fatores como mucinas, imunogloblinas, citoquinas, etc. Quando estes mecanismos de defesa falham, aparece o “intestino poroso”, que provocam reações imunes locais e sistémicas (em todo o corpo).

Recentemente foi descoberta a zonulina, que é um modulador das junções intercelulares. E pelos vistos, a zonulina está aumentada em algumas doenças auto-imunes, daí associarem o intestino poroso a estas doenças. Outro fator que contribui para a possível importância deste fenómeno é o facto de um fármaco, acetato de leratozide, que regula as junções intercelulares, melhorar os sintomas da doença celíaca.

Teoriza-se que vários alimentos, incluindo as proteínas do leite e o glúten, são prejudiciais na manutenção desta barreira, assim como o álcool e a alteração da flora intestinal. Para reverter o intestino poroso, os autores aconselham a utilização de prebióticos e probióticos. Não há qualquer referência a lavagens de intestino…

Qual é o problema da evidência deste artigo: os estudos são extremamente preliminares. Ainda estamos a falar a nível laboratorial e de estudos em animais. E como sabemos, muito do que é teorizado nesta fase não se concretiza em estudos clínicos. Não há nenhum estudo clínico válido neste artigo de revisão da evidência.

Artigo mais pragmático

Deixo parte da introdução traduzida, para introduzir alguma sanidade neste assunto:

“Uma pesquisa casual da imprensa popular e vários outros meios de comunicação poderia levar a acreditar que o “intestino poroso” representa uma grande ameaça para a humanidade e constitui a base para muitas epidemias que ameaçam engolir a população da América do Norte e da Europa Ocidental.

Distúrbios tão diversos como a intolerância alimentar, a fibromialgia, a síndrome da fadiga crónica e o autismo são devidos a um defeito na parede intestinal que permite que várias substâncias entrem na circulação e envenenem o hospedeiro incauto. Os proponentes desses ditames vêem a barreira como uma camada epitelial fina, de uma só célula, com interrupção das conexões intercelulares, levando a uma maior permeabilidade e consequente acesso à corrente sanguínea por vários químicos nocivos, bactérias intactas e uma série de componentes dietéticos e microbianos; Estes eventos, geralmente não suportados por qualquer dado científico sólido, são dados como a principal anormalidade numa série de doenças. Diversas dietas e terapias são então devidamente recomendadas com base na sua capacidade de “fortalecer” a barreira e restaurar a permeabilidade ao nível fisiológico. Entre os agentes promovidos pelas suas propriedades de “restauração de barreiras” estão algumas estratégias que podem modular a microbiota, principalmente os probióticos. Aqui, novamente, o volume de reivindicações supera as evidências clínicas sólidas por quilómetros.”

E passamos para os pontos críticos, que resume bem o estado da evidência:

“(1) A permeabilidade alterada pode ser um epifenómeno; por exemplo, qualquer processo inflamatório pode prejudicar a integridade da barreira e vários outros fatores locais e sistémicos, como componentes da dieta, ácidos biliares, alérgenios, stress e atividade física podem influenciar de maneira independente a função de barreira.

(2) Os modelos experimentais de animais mostraram que uma disfunção da barreira intestinal não conduzem, isoladamente, ao surgimento de um fenótipo de doença.

(3) A permeabilidade aumentada não é necessariamente prejudicial.

>(4) Até ao momento, não há evidências convincentes de que uma intervenção que restaure ou melhore a função de barreira no homem possa alterar a história natural de uma determinada doença.”

Concluindo:

“Qual é, então, o estado da evidência do “intestino poroso”? É claro que este termo não deve ser usado porque é totalmente enganador no contexto em que é mais comummente empregado. Estritamente falando, este termo deve ser restrito às situações em que a função das junções epiteliais está prejudicada, resultando num aumento do fluxo de substâncias através da via paracelular; Um fenómeno, que embora seja possível medir in vivo no homem, tem pouco a ver com as doenças e distúrbios em que se pensa que desempenhe um papel.”

Portanto, mais uma vez se conclui, que o nosso amigo Pinto Coelho não passa de um charlatão vendedor de banha da cobra. Agora vamos ver outro ponto crítico…as lavagens ao intestino. Se servem para alguma coisa.

Então e as lavagens do intestino?

Começamos logo a abrir com uma revisão sistemática de 2009 sobre a irrigação colónica ou lavagens intestinais e o tratamento de doenças:

“The investigators concluded that there are no methodologically rigorous controlled trials of colonic cleansing to support the practice for general health promotion. Conversely, there are multiple case reports and case series that describe the adverse effects of colonic cleansing. The practice of colonic cleansing to improve or promote general health is not supported in the published literature and cannot be recommended at this time.”

Os investigadores concluíram que não há ensaios controlados metodologicamente rigorosos da limpeza do cólon para apoiar a sua prática de promoção geral da saúde. Por outro lado, existem vários relatos de casos e séries de casos que descrevem os efeitos adversos da limpeza do cólon. A prática de irrigação colónica para melhorar ou promover a saúde geral não é suportada na literatura publicada e não pode ser recomendada neste momento.

Uma revisão da evidência de 2010 chega às mesmas conclusões. Não há evidência científica para a utilização de irrigação colónica para lá de problemas intestinais pós-cirúrgicos, incontinência fecal, prevenção de enterocolite pós-operatória e eventualmente obstipação.  Em doentes com problemas intestinais com origem em problemas neurológicos que afetam o sistema nervoso central (doentes com esclerose múltipla, Parkinson, lesões na medula espinhal, por exemplo), a lavagem intestinal poderá ajudar. No entanto, a evidência é de baixa qualidade. Além disso, as lavagens do cólon aumentam o risco de infeções e perfuração intestinal, depleção eletrolítica, hiperhidratação, etc.

É uma prática para situações específicas. E não é, claramente, uma prática para tratamento de doenças auto-imunes.

Concluindo

Mais uma vez, o nosso amigo Pinto Coelho não decepcionou.

Pegou numa síndrome da qual ainda pouco sabemos (nem sabemos será mesmo uma síndrome) e preencheu o desconhecido com toda uma teoria esquizofrénica, em que fazer lavagens do intestino ajudará a tratar doenças auto-imunes.

Sou sincero…gostava de viver no mundo do Pinto Coelho. Onde se consegue simplificar doenças extremamente complexas, ressuscitar tratamentos de vão-de-escada e com eles, supostamente, tratar doenças para as quais milhares de cientistas pelo mundo fora tentam tratar sem sucesso.

Estas simplificações, de fácil compreensão para o cidadão comum, são extremamente apelativas. São explicações até bastante lógicas. No entanto, são lógicas falaciosas que apenas servem para dar falsa esperança aos doentes e ficar-lhes, pelo caminho, com umas boas centenas de euros.

Na escala de charlatanice, atribuo 9/10.

9/10

Se quiserem ler mais sobre esta suposta síndrome, deixo um artigo da Sociedade Canadiana de Investigação Intestinal.

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Dr. João Júlio Cerqueira

Médico Especialista em Medicina Geral e Familiar